INTERDISCIPLINA: EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
PROFESSOR: CLAUDIO ROBERTO BAPTISTA
TUTORAS: MARIA JOSÉ ALVES
GRACIELA RODRIGUES
ALUNA: LIZIANI SCHEFFER EVALDT
(liziani_evaldt@yahoo.com.br)
Dossiê de Inclusão
Orientação para primeira postagem:
Relate sua experiência com educação especial e/ou com inclusão. Crie um novo pbwiki para fazer esse depoimento e encaminhe o endereço para a tutora da interdisciplina. O depoimento precisa ser sobre processos educativos que vocês mesmos vivenciaram, seja na sua escola, seja na sua sala de aula, seja na sua família ou com amigos. Pode ser feito na forma de texto, audio ou vídeo. Podem incluir registros fotográficos, lembrando porém, que as imagens dos alunos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para serem colocadas na Internet. (Caso não tenham por favor editem as imagens, colocando uma tarja sobre os rostos ou outro mecanismo para preservar a privacidade e identidade dos sujeitos.) Um outro aspecto importante é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas.
Primeira postagem:
Uma experiência marcante
Há algum tempo atrás ingressei em uma escola particular de educação infantil com o cargo de “monitora” de uma criança com necessidades educacionais especiais que acabara de entrar nesta instituição.
No inicio confesso que me senti bastante insegura, pois não tinha qualquer especialização ou experiência para trabalhar com crianças como Carol (nome fictício). Entretanto, aceitei o desafio, convicta de que teria muito que aprender...
Nos primeiros dias me senti angustiada frente as suas limitações mentais e físicas como, por exemplo: locomover-se com dificuldades, não alimentar-se ou usar o banheiro sozinha, não conversar, não atender na maioria das vezes os chamados da professora... Passei então auxiliá-la em todas estas funções, assim como sempre que através de gestos ou balbucios ela solicitava minha ajuda.
Na medida em que o tempo foi passando, comecei a observar certas atitudes dos colegas de classe de Carol. Freqüentemente evitavam sentar do seu lado, alegando que a mesma às vezes rasgava os trabalhinhos que estavam realizando, em outros momentos se negavam andar com ela no balanço coletivo, gangorra ou escorregador. A hora do lanche também era bastante complicada, como ela virava seu copinho de suco em cima da mesa quase todos os dias, os colegas negavam sentar-se ao seu lado, alegando precaução para não “molhar” seu lanche.
Além destas observações conclui também que a turma em geral estava se tornando mais dependente, tanto de meu auxilio, quanto da sua professora. A maioria dos alunos pedia-me ajuda para tarefas que antes realizavam sozinhos, como por exemplo, lavar sua caneca após o lanche, ir ao banheiro (uma forma de chamar a atenção, demonstrar ciúmes talvez...)
Foi então que decidi colocar minhas observações para a professora da turma, ela concordou com minhas afirmações e argumentou também, que havia notado em uma conversa com os pais de Carol o quanto eles desejavam que ela se tornasse mais independente. Após algumas decisões tomadas assumi a turma, sem que para Carol houvesse uma “monitora” especial.
Nos primeiros dias em que assumi a turma como professora: “parecia que eu não iria dar conta do recado”. Pois, ainda estava habituada a fazer quase tudo para Carol, como havia sido instruída anteriormente, só que no momento eram mais catorze alunos entre quatro e cinco anos sob meus cuidados.
Aos poucos através de histórias e contos infantis como, por exemplo: O patinho feio, O pato e o sapo, Soldadinho de chumbo... Estabeleceram-se debates sobre “preconceitos” (não utilizando sendo utilizado este próprio termo com as crianças), diferenças entre “eu e o outro”, desencadeando um projeto sobre a família... Também utilizei brincadeiras simples que visassem participação de todos, como por exemplo: corrida do balão em equipe, dança da cadeira... Na ocasião lembro-me que fomos convidados a visitar a escola da APAE (a escola que Carol freqüentava no turno inverso), em seguida nós professores retribuímos convidando os alunos desta instituição a participar também de uma feira em nossa escola... Enfim uma série de atividades visando integração das crianças dentro e fora de nossa escola.
Recordo-me de um fato que me marcou muito, foi em uma atividade no projeto Família, onde as crianças trouxeram de casa fotografias de quando eram bebês. Para minha surpresa um aluno chamado Lucas (nome fictício) disse:
-Olha só, como a Carol era fofinha nesta foto...
E outra aluna que ainda resistia em sentar-se perto de Carol, falou:
-Igual a gente...
Iniciamos mais um debate sobre nossas diferenças e semelhanças...
A partir desta atividade em especial, Carol tornou-e perante aos olhos de todos de minha turma, uma aluna como qualquer outra, a única diferença é que para grande parte das atividades necessitava de mais de auxilio, auxilio este que não mais era feito apenas por mim, mas por todos os colegas da turma e de livre vontade.
Conclui no final do ano letivo que aprendemos muito mais com Carol, do que ela com conosco. E ao contrário de algumas colegas que expuseram seus pensamentos no fórum defendendo a idéia de que uma “monitora” para crianças com necessidades educacionais dentro da sala de aula seria uma boa alternativa, ou ainda outras que questionaram esta possibilidade, quero aqui ressaltar que minha experiência com esta criança iniciando como sua monitora, me fez perceber em meu ponto de vista, que esta não seria a maneira mais adequada de se trabalhar com crianças portadoras de necessidades especiais. Pois não sei se em todos os casos, mas no exemplo relatado acima o crescimento tanto da turma, quanto de Carol, foi evidentemente maior e mais significativo quando passou a ser tratada não de maneira diferente reforçando suas individualidades, mas de igual para igual, havendo neste caso o que chamo de verdadeira inclusão social dentro de uma escola. Quero ainda esclarecer que esta experiência foi com uma turma de quinze alunos e talvez com maior número de crianças dentro da sala de aula, é provável que existam outros resultados, não tão satisfatórios quanto este caso.
Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva
Orientação para a segunda postagem:
A proposta de atividade desta unidade é uma continuação daquela iniciada na unidade sobre a história. Busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.
Segunda Postagem
Realidade Escolar
A escola na qual estou inserida situa-se no interior do município de Três Cachoeiras, na comunidade de Lajeadinho. É uma escola pública e estadual, bem organizada, com amplo espaço físico, incluindo pracinha e campo de futebol.
Atualmente contamos com uma equipe de quatro professores, sendo que os cinqüenta e dois alunos estão divididos em séries que vão do pré-escolar até a quinta série. Um professor atende paralelamente as turmas de primeiro e segundo ano e outro as turmas de quarta e quinta série.
Já tivemos alunos com necessidades educacionais especiais em anos anteriores (os mesmos foram encaminhados para escolas especializadas visando atendimento especializado), mas neste momento não há nenhum caso de crianças portadoras de necessidades especiais em nossas salas de aula.
No ano passado tivemos um caso de um aluno que apresentava muita dificuldade de concentração, o mesmo foi encaminhado para acompanhamento com uma psicopedagoga, houve, no entanto resistência por parte da família em aceitar este acompanhamento.
Para melhor atender este mesmo aluno fui contratada pela família para lecionar em turno inverso, com o principal objetivo de alfabetizá-lo, pois já cursava o segundo ano e conhecia somente algumas letras, o que preocupava muito sua mãe e também os professores de nossa escola.
Depois de alguns meses de atividades com esse aluno, ao contrário do muitos pensavam, percebi que não se tratava de um caso de criança com grande dificuldade de concentração e desinteresse pelas atividades de sala de aula.
Após quatro meses comecei a visualizar os primeiros resultados, muito gratificantes, as primeiras escritas, as primeiras palavras lidas e a mais surpreendente de todas as minhas observações: a primeira vez que este aluno por iniciativa própria escreveu uma frase no quadro antes mesmo que eu chegasse a sua casa para lhe dar aula. Este momento me fez refletir sobre o que realmente estava sendo mais importante para ele naquele momento: a sua auto-estima. Talvez se este mesmo aluno estivesse sido encaminhado para uma escola para crianças com necessidades especiais, seu rendimento não teria sido o mesmo, pois como o professor Claudio Roberto Baptista nos questiona em nosso fórum: As limitações quanto às habilidades de relacionamento não seriam um motivo adicional para se evitar que uma criança fique em ambiente no qual as relações são restritas a um grupo com restrições semelhantes? Eu acredito que sim, pelas experiências que já tive com crianças portadoras de necessidades especiais e com dificuldades de concentração acredito que o ambiente da escola regular tornasse um incentivo a essas crianças, pois observando, convivendo com seus colegas ditos normais estas crianças são incentivadas a também buscarem sua autonomia, acreditarem em si mesmas fortalecendo assim seu crescimento.
Nós professores procuramos fazer com que nossa escola esteja dentro dos parâmetros estabelecidos por lei, sabemos que preferencialmente os alunos portadores de necessidades educacionais especiais devem freqüentar a escola de ensino regular, como assegura a LEI Nº 9394/96 –(LDB):
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
Nossa escola mesmo não tendo no momento nenhuma criança portadora de necessidades especiais permanece de portas abertas a essas crianças. Nosso Regimento Escolar também assegura a oportunidade de aulas de reforço aos alunos especiais no turno inverso ou no caso de crianças superdotadas o avanço das mesmas (após avaliações) para séries seguintes. Procuramos desta forma nos organizar para o melhor atendimento à esses alunos, como podemos observar na RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2, de 11 de Fevereiro de 2001.(*):
Art. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às
escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma
educação de qualidade para todos.
Segunda postagem:
Realidade Escolar (Texto reestruturado)
A escola na qual estou inserida situa-se no interior do município de Três Cachoeiras, na comunidade de Lajeadinho. É uma escola pública e estadual, bem organizada, com amplo espaço físico, incluindo pracinha e campo de futebol.
Atualmente contamos com uma equipe de quatro professores, sendo que os cinqüenta e dois alunos estão divididos em séries que vão do pré-escolar até a quinta série. Um professor atende paralelamente as turmas de primeiro e segundo ano e outro as turmas de quarta e quinta série.
Já tivemos alunos com necessidades educacionais especiais em anos anteriores (os mesmos foram encaminhados para escolas especializadas visando atendimento especializado), mas neste momento não há nenhum caso de crianças portadoras de necessidades especiais em nossas salas de aula.
No ano passado tivemos um caso de um aluno que apresentava muita dificuldade de concentração, o mesmo foi encaminhado para acompanhamento com uma psicopedagoga, houve, no entanto resistência por parte da família em aceitar este acompanhamento.
Para melhor atender este mesmo aluno fui contratada pela família para lecionar em turno inverso, com o principal objetivo de alfabetizá-lo, pois já cursava o segundo ano e conhecia somente algumas letras, o que preocupava muito sua mãe e também os professores de nossa escola.
Depois de alguns meses de atividades com esse aluno, ao contrário do muitos pensavam, percebi que não se tratava de um caso de criança com grande dificuldade de concentração e desinteresse pelas atividades de sala de aula.
Após quatro meses comecei a visualizar os primeiros resultados, muito gratificantes, as primeiras escritas, as primeiras palavras lidas e a mais surpreendente de todas as minhas observações: a primeira vez que este aluno por iniciativa própria escreveu uma frase no quadro antes mesmo que eu chegasse a sua casa para lhe dar aula. Este momento me fez refletir sobre o que realmente estava sendo mais importante para ele naquele momento: a sua auto-estima. Talvez se este mesmo aluno estivesse sido encaminhado para uma escola para crianças com necessidades especiais, seu rendimento não teria sido o mesmo, pois como o professor Claudio Roberto Baptista nos questiona em nosso fórum: As limitações quanto às habilidades de relacionamento não seriam um motivo adicional para se evitar que uma criança fique em ambiente no qual as relações são restritas a um grupo com restrições semelhantes? Eu acredito que sim, pelas experiências que já tive com crianças portadoras de necessidades especiais e com dificuldades de concentração acredito que o ambiente da escola regular tornasse um incentivo a essas crianças, pois observando, convivendo com seus colegas ditos normais estas crianças são incentivadas a também buscarem sua autonomia, acreditarem em si mesmas fortalecendo assim seu crescimento.
Nós professores procuramos fazer com que nossa escola esteja dentro dos parâmetros estabelecidos por lei, sabemos que preferencialmente os alunos portadores de necessidades educacionais especiais devem freqüentar a escola de ensino regular, como assegura a LEI Nº 9394/96 –(LDB):
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
Outro artigo que me chama atenção está presente na RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2, de 11 de Fevereiro de 2001.(*):
Art. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às
escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma
educação de qualidade para todos.
Pois nossa escola mesmo não tendo no momento nenhuma criança portadora de necessidades especiais permanece de portas abertas a essas crianças. Nosso Regimento Escolar também assegura a oportunidade de aulas de reforço aos alunos especiais no turno inverso ou no caso de crianças superdotadas o avanço das mesmas (após avaliações) para séries seguintes. Procuramos desta forma nos organizar para o melhor atendimento possível a nosso alunos.
Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional Especializado
Orientação para a terceira postagem:
(Parte A) A partir da pesquisa iniciada sobre a educação especial no seu município, descreva quais serviços especializados existem no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.
Terceira postagem:
Parte A
A Lei Nº 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 1996) em seu capitulo V que trata especificamente da educação especial regulamenta em seu artigo 58:
Art. 58 . Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
Em nosso município (Três Cachoeiras) o atendimento das crianças com necessidades educacionais especiais segue as orientações da lei citada acima, atendendo as mesmas tanto nas escolas de ensino regular (municipais ou estaduais) como na Escola Especial João de Barro (APAE) que possui no momento 102 alunos matriculados.
Entre o total de 102 alunos atendidos na APAE, 42 freqüentam em turno inverso a escola de ensino regular, já que o atendimento especializado é programado para que aconteça em turno inverso ao da escola regular como cita que deve ser o atendimento especializado o trecho extraído do texto; "Atendimento Educacional Especializado - Concepção, princípios e aspectos organizacionais" de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti:
"O atendimento educacional especializado diferencia-se substancialmente da escolarização. Deve ser oferecido em horário oposto à escolarização justamente para que os alunos possam freqüentar as turmas de ensino regular.”
Pois segundo o que relata o texto: Política de Educação Inclusiva e Trabalho Pedagógico: Uma Análise do Modelo de Educação Especial de Rosalba Maria Cardoso Garcia:
“O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela (BRASIL< 2008, p.10).”
Há ainda 60 alunos atendidos somente pela APAE, assunto este também tratado pela lei citada acima em seu inciso 2°:
§2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular.
A escola de atendimento especializado (APAE) conta com os serviços de fisioterapeuta, fonoaudióloga, Psicopedagoga, Psicóloga, Assistência social e Apoio pedagógico, conforme as necessidades de cada aluno. Os alunos especiais que freqüentam somente esta entidade além desses atendimentos especializados também contam com os recursos de hidroterapia, ludo terapia, terapia ocupacional e natação. Cada aluno recebe em média três destes atendimentos, sendo que em casos considerados de maior necessidade um mesmo aluno pode receber até cinco atendimentos.
Esta escola trabalha em conjunto com nosso município, que oferece apoio aos alunos e seus acompanhantes (quando necessário) no transporte escolar, merenda e pagamento de professores.

Visite a escola através de seu site: http://trescachoeiras.apaebrasil.org.br/
Observo que alguns alunos que são encaminhados a APAE em nosso município não teriam necessidade de freqüentarem esta entidade, por serem crianças que precisam apenas de maior apoio pedagógico na própria escola regular que estão inseridos, concordo com o texto Sessão Especial - Políticas de Melhoria da Escola Pública para Todos: Tensões Atuais, escrito pela professora Doutora Rosângela Gavioli Prieto (Disponível em: www.educacaoonline.pro.br) que afirma:
“Requer-se um esforço determinado das autoridades educacionais para valorizar a permanência dos alunos nas classes regulares, eliminando a nociva prática de encaminhamento para classes especiais daqueles que apresentam dificuldades comuns de aprendizagem, problemas de dispersão de atenção ou de disciplina. A esses deve ser dado maior apoio pedagógico nas próprias classes, e não separá-los como se precisassem de atendimento especial (PNE/01).”
Ainda segundo o mesmo texto: “A proposta de atender alunos com necessidades educacionais especiais junto aos demais alunos, portanto, priorizando as classes comuns, implica atentar para mudanças, no âmbito dos sistemas de ensino, das unidades escolares, da prática de cada profissional da educação, em suas diferentes dimensões e respeitando suas particularidades.”
Fato este que vem de encontro com um comentário que realizei em uma de minhas participações no fórum nesta interdisciplina, afirmando que ainda que seja visível a mobilização em prol da inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais na escola de ensino regular em nosso município, é necessário maior comprometimento por parte de alguns professores para com estas crianças, sendo que o ambiente da escola regular segundo o texto (História, Deficiência e Educação) da Doutora em Educação Arlete Aparecida Bertoldo Miranda, propicia “inúmeros benefícios ao desenvolvimento das crianças deficientes e também as não deficientes, na medida em que estas têm a oportunidade de vivenciar a importância do valor da troca e da cooperação nas interações humanas”, quando este poderia ser apenas em muitos os casos um complemento educacional e não uma substituição do ensino regular.
(Parte B) ESTUDO DE CASO: Selecionar o caso

Para meu estudo de caso como já informei a professora Graciela, escolhi um aluno que freqüenta apenas a escola de ensino regular (Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa Senhora dos Navegantes), que aqui chamarei de Lucas (nome fictício).
Conheça melhor nossa escola acessando:
http://lizianievaldt.pbworks.com/
Lucas freqüentou a escola passando pelo pré-escolar e primeiro ano, chegando ao segundo ano, diferentemente de seus colegas de turma, sem estar alfabetizado, fato este que visivelmente o deixava muito frustrado.
Considero esta criança com necessidades educacionais especiais apoiando-me no texto: Sessão Especial - Políticas de Melhoria da Escola Pública para Todos: Tensões Atuais, escrito pela professora Doutora Rosângela Gavioli Prieto (Disponível em: www.educacaoonline.pro.br) que afirma:
... a ação da educação especial amplia-se, passando a abranger não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica...
Este aluno foi encaminhado pelos professores da escola de ensino regular que freqüenta ao atendimento especializado na APAE de nosso município, para ser atendido por psicopedagoga, visando melhorias no seu desempenho escolar, assim como obter orientações de profissionais qualificados na área de educação especial.
A família resistiu a levá-lo a APAE, argumentando que a criança não possui nenhuma deficiência de causa orgânica específica e que ele teria condições e acompanhar os demais colegas de classe. Diante deste fato resolveu me contratar para lecionar e forma particular no turno inverso, com o principal objetivo de que Lucas aprendesse a ler e escrever.
Foi uma experiência bastante marcante tanto em âmbito de minha vida pessoal como profissional. Acho que aprendi tanto quanto ensinei e no decorrer deste dossiê descreverei conforme as orientações fatos que ocorreram durante o período do ano passado e deste ano.
Unidade 4
Deficiência Física
Orientação para a quarta postagem:
Sua tarefa nesta unidade será iniciar o registro escrito de seu "Estudo de Caso", você deve definir quem será o sujeito de sua pesquisa e registrar as informações.
Note que o sujeito por você escolhido não precisa estar relacionado com a temática desta unidade ou com as próximas. Procure algum caso na sua instituição, ou numa instituição vizinha ou ainda um aluno multirepetente ou com dificuldades de aprendizagem.
Você pode começar contemplando os seguintes pontos:
1) Dados de identificação do sujeito
- Nome (fictício), idade, situação familiar, profissão dos pais e condições socioeconômicas da família.
* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.
Quarta postagem:
O aluno escolhido para meu estudo de caso chama-se Lucas (nome fictício), tem oito anos e freqüenta e repete o segundo ano da escola pública e estadual onde estou inserida.
Mora em uma localidade do município de Três Cachoeiras situada no meio rural.
Sua mãe é dona de casa, embora também trabalhe como vendedora de produtos de beleza e de diarista em casas de família. Seu pai é caminhoneiro, passando portando maior parte do tempo fora de casa viajando.
Quando sua mãe trabalha fora de casa, Lucas fica aos cuidados de sua avó paterna. Esta por sua vez lhe trata com muito carinho, lhe dá presentes como brinquedos e guloseimas e às vezes o deixa fazer tudo que quer, não impondo limites.
Quando está com sua mãe Lucas vive em um ambiente de chantagens. Por exemplo, quando a mãe lhe pede para tomar banho ele diz que só vai se ela comprar um salgadinho. A mãe logo sede a chantagem e lhe promete comprar assim que ir ao mercado. A mesma “arma” é utilizada pela mãe que às vezes lhe diz que se não realizar aquilo que esta lhe pedindo irá quebrar ou esconder um de seus brinquedos preferidos. A reação do menino geralmente restringe-se a deitar na cama chorar bem alto (choro sem lágrimas) ou então inventar uma doença, por exemplo, diz que esta com coceira na barriga. Logo a mãe lhe dá um antialérgico, que lhe deixa muito sonolento e mais calmo.
Quando o pai chega em casa procura recompensar todo o tempo que esteve fora deixando o menino fazer o que tem vontade, por exemplo, faltar a aula para ir passear com ele.
Outro motivo que o leva freqüentemente a faltar a aula é o fato de querer dormir até tarde, pois estuda pela manhã. A mãe muitas vezes sede ao pedido, deixando-o em casa para que durma até meio dia.
Pertencente a classe média baixa, Lucas tem plena consciência de que seu pai se sacrifica para ganhar dinheiro. Já presenciei várias vezes em que pede para sua mãe não comprar muitas roupas, para não gastar todo o dinheiro. Com relação a este fato percebo que age com indiferença quando a mãe compra para ele uma roupa nova ou um calçado novo, por exemplo.
O passa tempo preferido de Lucas é deitar-se em frente da TV e assistir desenhos animados.
Na hora de realizar a tarefa de casa é bastante comum ocorrerem discussões, pois não quer fazê-lo. Vai para o quarto chorando. A mãe insiste para que o faça, questiona-o em vão e desiste, acabando muitas vezes por fazer a atividade por ele ou passar no pequeno quadro que tem em sua casa para que simplesmente a copie.
Apesar de demonstrar grande desinteresse pelas atividades de sala de aula na escola onde estuda, Lucas é uma criança muito curiosa, questionadora, complementando com um trecho do livro Atendimento educacional especializado de Carolina R. Schirmer, Nádia Browning, Rita Bersch e Rosângela Machado na página 16:
Camargo (1994, pg. 20) citando Piaget diz:
“É a criança cientista, interessada em relações de causalidade, empírica ainda, mas que sempre em busca de novos resultados por tentativa e erro”.
É assim que o vejo, como uma criança cientista, pois o pouco tempo que passa longe da TV brincando na rua, Lucas experimenta novos desafios, gosta de brincar com objetos do cotidiano, experimentando, testando, criando, interagindo com o meio. Por exemplo, um dia quando cheguei em sua casa estava “tentando consertar” a roda de um caminhãozinho usando uma cola que sua avó tinha lhe dado, visto que a cola não servia para colar plástico fez um “remendo” de papel envolvendo toda a roda deduzindo que assim a cola poderia ser usada.
Maiores informações irei acrescentando conforme o que será solicitado nas próximas postagens.
Unidade 5
Autismo
Orientação para a quinta postagem:
Sua tarefa nesta unidade será continuar o registro escrito de seu Estudo de Caso abordando o seguinte item:
História de vida do aluno
Avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos.
Quinta postagem
Lucas (nome fictício) desde pequeno demonstrava ser uma criança um pouco desatenta. Quando eu conversava com ele parecia que às vezes não estava me escutando, principalmente quando algo mais interessante como um brinquedo, por exemplo, estava próximo a ele.
Ao completar idade escolar sua mãe o matriculou na escola publica e estadual onde estou inserida.
Já nos primeiros dias de aula pode-se notar grande desinteresse de Lucas pelas atividades escolares.
O ano foi passando e por mais que sua professora se esforçasse para prender sua atenção nas atividades de sala de aula, ele continuava apresentando os mesmos comportamentos.
Passou então para o primeiro ano, onde seu desinteresse parece ter se tornado maior ainda, o que se refletia em seus desenhos pouco caprichados e sem formas definidas (geralmente em cores escuras como o preto e a cinza). Ainda assim precisava de muito estimulo para que os realizasse.
Passando para o segundo ano ( no ano passado) os problemas parecem terem evoluído como uma avalanche:
-o desinteresse aumentou;
-a auto-estima esta cada vez mais baixa;
-o mau comportamento não somente está atrapalhando a si próprio como também aos colegas e ao trabalho da professora;
-o fato de não conhecer todas as letras e os números (somente até o 9) o fazem vítima de preconceitos de seus próprios colegas, através de chacotas ou rótulos como, por exemplo: -Não adianta explicar que ele não vai aprender mesmo... (Cabe ainda ressaltar que a professora da turma esforçou-se muito para evitar tal situação, conversando com os alunos e desenvolvendo atividades pedagógicas no intuito de auxiliar na resolução deste fato).
Lucas voltava para casa ao final da manhã triste e desanimado (com apenas algumas palavras no caderno que copiava do quadro sem ao menos saber o que estava escrito), sem vontade de retornar para a escola no dia seguinte.
Após conversas com a mãe e o pai da criança a direção da escola o encaminhou para APAE de nosso município, para atendimento com psicopedagoga.
Anteriormente a mãe já havia o levado no médico e feito alguns exames clínicos (não sei quais, pois a mãe não me informou) que segundo ela todos os resultados foram normais para faixa etária de Lucas.
Bem voltando ao encaminhamento para a psicopedagoga, o aluno não chegou a passar por nenhuma avaliação, já que a mãe não concorda com a idéia do atendimento e não compareceu com a criança nos encontros marcados.
Diante desta situação fui contratada para lecionar de forma particular na casa de Lucas. Desafio este que mesmo parecendo bastante difícil resolvi aceitar.
Mas este creio eu que seja assunto para uma próxima unidade, pois minha postagem já esta extensa!
Unidade 6 - Deficiência Mental
Orientação para a sexta postagem:
Sua tarefa nesta semana será dar continuidade ao registro escrito iniciado contemplando:
Comportamentos observáveis na escola sobre:
- relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;
- questões de aprendizagem;
- movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);
- movimentos para a inclusão do aluno; e
- envolvimento da família no processo de inclusão escolar.
* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.
Sexta Postagem
Lucas (nome fictício) desde que ingressou na escola apresenta de modo geral bom relacionamento com colegas, professores e funcionárias.
Noto que do ano passado até o momento este bom relacionamento tem sido comprometido por mudanças comportamentais que vem apresentando.
Freqüentemente na hora de realizar as atividades propostas Lucas, simplesmente diz que não quer realizá-las ou então diz:
-Espera um pouco já vou fazer! (mas por mais que a professora insista e lhe dê atenção é muito difícil começar a atividade).
Nesse meio tempo em que não faz a atividade opta por observar os colegas ou então perturbá-los, por exemplo: joga seu estojo de lata barulhento no chão (a mãe orientada já providenciou outro que pelo menos não faça tanto barulho ao ser jogado propositalmente no chão), leva brinquedos pra escola e fica brincando na hora da atividade (a professora recolhe o brinquedo explicando que não é hora de brincar, sua reação é baixar a cabeça e cruzar os braços sobre a classe não conversando com ninguém).
Em outros momentos Lucas pega objetos dos colegas e joga no chão ou então leva para sua classe, causando reclamações.
Os colegas tentam ajudá-lo assim como a professora e ele então após várias tentativas inicia seu trabalho (quando os outros colegas já estão em outra atividade).
Freqüentemente espera a professora corrigir as respostas no quadro para que ele simplesmente as copie.
Demonstra não gostar de atividades que usem o “pensar”, necessitem de esforço mental.
Adora brincadeiras livres no pátio, assim como ouvir histórias (uma das formas que encontrei no ano passado quando já trabalhava de forma particular com ele para alfabetizá-lo), gosta de brincar com os colegas e mantém amizades com os mesmos também fora do ambiente escolar.
Quanto a questões de aprendizagens como já relatei anteriormente Lucas chegou ao segundo ano sem ao menos conhecer todas as leras e números até 9. Talvez por fatos comportamentais como os citados acima, já que até agora não foi realizado nenhum diagnóstico médico que tenha apresentado algum problema.
Trabalhei durante o ano passado no seu processo de alfabetização (com muitas dificuldades, pois é dificílimo prender sua atenção).
Hoje alfabetizado noto melhoras em sua aprendizagem, já é capaz de ler textos (embora tenha grande dificuldade de interpretá-los, o que ocorre de forma contrária quando alguém lê para ele), já faz pequenos cálculos matemáticos de adição, subtração ou multiplicação sem necessitar de meu auxilio (embora ainda necessite de material concreto).
O fato de estar repetindo o segundo ano também o ajuda em meu ponto de vista a entender melhor os conteúdos trabalhados, já que de nada adianta ele estar, por exemplo, no terceiro ano sem se quer aprender conteúdos básicos do segundo ano.
Sua professora lhe auxilia re-explicando atividades, trabalhando seu entrosamento com os colegas, conversando com a família, enfim fazendo o que está ao seu alcance para ajudá-lo.
Unidade 7 - Práticas Pedagógicas em Educação Inclusiva
Orientação para a sétima postagem:
Sua tarefa nesta unidade será dar continuidade ao registro escrito iniciado contemplando os seguintes pontos:
Avaliação
a) Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
b) Quais as contradições em relação ao que foi observado?
c) Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
d) Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Conclusões: faça um fechamento do estudo de caso, com uma reflexão sua sobre o mesmo.
Após a análise da metodologia de avaliação usada pela escola onde está inserido o aluno referente ao meu estudo de caso, pude realizar algumas reflexões com base nas leituras sugeridas.
Observo que os professores da escola pública e estadual onde Lucas (nome fictício) é aluno se esforçam no sentido de superar os desafios da inclusão. No entanto, ainda há alguns pontos a serem reavaliados.
Por exemplo, no caso de Lucas que até o momento não apresenta nenhum problema de causa orgânica específica (mas acentuadas dificuldades de aprendizagem), talvez a escola tenha tomado uma decisão um pouco precipitada ao encaminhá-lo para a APAE. Vejo que a família de Lucas estava certa, quando confiou em suas potencialidades afirmando que ele necessitava apenas de um pouco mais de atenção.
Rosângela Gavioli Prieto, no texto: Sessão Especial - Políticas de Melhoria da Escola Pública para Todos: Tensões Atuais, chama-nos a atenção através da seguinte citação:
... a ação da educação especial amplia-se, passando a abranger não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica...
Neste ponto entendo que Lucas pode ser considerado uma criança com necessidades educacionais especiais, o que não justifica a necessidade de freqüentar uma escola para deficientes. Pois tem demonstrado através de seu desenvolvimento, principalmente no decorrer deste ano letivo que pode superar suas dificuldades em uma sala de aula de ensino comum.
Observo que o processo de avaliação na qual Lucas é submetido, mesmo sendo sob forma de parecer descritivo, precisa ser reavaliado. Confesso que fiquei surpresa ao ler seu parecer descritivo no fim do ano passado e constatar que um aluno que superou desafios como o de aprender a ler, escrever, reconhecer os números e trabalhar com pequenos cálculos matemáticos não tenha se quer ganhado um elogio, que o encorajasse a acreditar em si mesmo. Ao contrário, muitas foram as criticas, descrevendo em que ele precisava melhorar para estar dentro dos “padrões de aprendizagem” considerados “normais” para o segundo ano. Comenta Lenise Henz Caçula Pistóia:
“O papel do professor é fazer com que nasça o desejo de aprender”... Infelizmente, não foi o que pude perceber ao ler o boletim de Lucas.
Senti por um momento que todos os meus esforços em levantar a auto-estima deste aluno durante todo o ano letivo, teriam desaparecido em meio as suas palavras no último dia de aula, quando Lucas me disse quando cheguei a sua casa:
-Eu não passei de ano, não adianta mesmo...
A solução que encontrei foi o diálogo, como afirma Mikhail Bakhtin (1992, p. 41):
(...) a palavra penetra literalmente em todas as relações entre indivíduos,
nas relações de colaboração, nas de base ideológica,
nos encontros fortuitos da vida cotidiana, nas relações de caráter
político, etc.
Foi acreditando “nas palavras” que após alguns minutos de conversa, resolvi perguntar a Lucas:
-Como tu te sentes depois ter aprendido neste ano a ler e escrever?
-Eu me sinto mais feliz, porque antes eu não era assim, uma criança feliz, hoje eu me sinto mais feliz.
Seus olhos falaram ainda mais que as palavras, brilhavam como devem brilhar todos os olhos de uma criança de sua idade, a espontaneidade e seu sorriso (que até então não havia visto) deixaram marcas em minha personalidade como pessoa e como professora.
Aprendi que antes de tudo, se quisermos ser a cada dia um pouco melhor, devemos em primeiro lugar acreditar nas potencialidades de cada pessoa, seja ela considerada com necessidades educacionais especiais ou não.
Somos capazes a partir do momento que acreditamos em nós mesmos, fazemos capazes a partir do momento em que possibilitamos ao outro que acredite em si mesmo.
Comments (11)
Graciela Rodrigues said
at 3:55 pm on Apr 11, 2009
Muito bom Liziane, expos com clareza e argumentos teu primeiro relato, está ótimo!
Graciela Rodrigues said
at 10:25 pm on Apr 25, 2009
Sua apresentação da realidade escolar está ótima de modo geral, somente gostaria que finalizaste teu texto após a citação da resolução.
Graciela Rodrigues said
at 11:04 pm on May 7, 2009
Olá Liziane: seu relato está muito interessante com vários pontos que refletes e aponta perspectivas, o entrelaçamento com as leituras também merecem destaque. Não está muito claro somente qual necessidade especial possui o aluno que irás fazer teu estudo de caso. Por favor, acrescente esta informação.
lizianis@gmail.com said
at 7:36 pm on May 11, 2009
Prof lembra o email que te mandei, dizendo que não foi comprovado nenhuma necessidade especial de causa organica nesta criança, porém tem acentuadas dificuldades de aprendizagem.
Graciela Rodrigues said
at 9:16 pm on May 11, 2009
Sim Liziane, informação registrada.
Graciela Rodrigues said
at 9:14 pm on May 21, 2009
Olá Liziane, sua unidade 4 apresenta elementos detalhados sobre o contexto social e familiar que insere-se o caso. Muito pertinentes as informações, parabéns!
Graciela Rodrigues said
at 9:21 pm on Jun 4, 2009
Oi Lizi! Muito bem detalhado seu relato, apresentou as informações necessárias as orientações da unidade.
Graciela Rodrigues said
at 9:54 pm on Jun 10, 2009
Postagem correspondente as informações solicitadas, bom andamento...
Graciela Rodrigues said
at 8:26 pm on Jul 3, 2009
Olá Lizi! Seu texto revela uma excelente reflexão e produção acadêmica. Inclui elementos muito importante e com eles dialoga na escrita. Parabéns pela ilustração deste diálogo que nos revela o quanto esta escuta e a aposta nos alunos é imprescindível. Abraços. Corrija a palavra "caçulos matemáticos".
lizianis@gmail.com said
at 8:39 pm on Jul 3, 2009
Já corrigi a palavra... É maravilhoso receber elogios quanto aos trabalhos realizados! Sinto vontade de ler de novo... Hehe...
Obrigada pela atenção dedicada durante este semestre! Bjos e até quinta!
Graciela Rodrigues said
at 10:10 pm on Jul 4, 2009
De nada....até quinta! bjs!
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